A pessoa gastou um toque pra chegar até você. Se ela encontra uma lista de botões em vez de preço, esse toque virou nada. Como montar a página certa.
Sailo team11 min de leitura
Alguém gostou do seu reel, foi no perfil, tocou no link e caiu numa página com sete botões: WhatsApp, Shopee, "meu catálogo", Linktree do curso, TikTok, Pinterest e um formulário. Ela lê os sete, não entende qual é o de comprar, volta pro Instagram.
Você pagou por essa pessoa com um mês de post. Ela foi embora em quatro segundos.
O link da bio precisa ser a loja, não uma placa apontando pra loja. Isso quer dizer: foto, preço e botão de pedido acima da dobra, no primeiro produto, sem rolar a tela. Se o comprador precisa de um toque a mais pra descobrir que a caneca custa R$ 74, ele responde a pergunta sozinho e a resposta é "deixa pra lá".
Abra o seu link no celular de outra pessoa, uma que não conhece o seu negócio. Conte cinco segundos. Depois feche e pergunte três coisas:
Se ela erra alguma, a página está errada. Não é uma questão de gosto, é o teste inteiro. Faça com duas pessoas antes de mexer em qualquer cor.
Quase toda página que falha esse teste falha na segunda pergunta. Preço é a informação que mais some, e ela some de propósito, porque alguém em algum lugar ensinou que esconder o preço gera conversa. Gera. Gera conversa com quem não ia comprar e afasta quem ia.
A dobra no celular é curta. Uns dois terços de tela útil depois da foto de capa. O que cabe ali:
O que não cabe ali: sua história, o link do seu outro perfil, o botão de newsletter, a foto do seu logo ocupando meia tela.
Uma página de vendas boa é chata. Ela responde as perguntas e sai da frente.
Quase todo mundo lista os produtos na ordem em que fez o cadastro, que é a ordem em que eles nasceram, que não tem relação nenhuma com o que as pessoas querem.
Coloque nesta ordem:
E resista a colocar tudo. Uma página com 40 produtos vende menos que uma com 8, porque escolher cansa. Se você tem 40 SKUs de verdade, agrupe: "brincos", "colares", "kits", e deixe a variação dentro do produto em vez de virar produto novo.
Se você está começando, oito produtos é bastante. Quatro é suficiente. O número de itens não é o que trava a sua venda.
Três coisas acontecem quando você escreve o preço.
Some a pergunta. Metade das mensagens de "quanto?" desaparece. Você vai achar que perdeu clientes. Você perdeu conversas.
Muda quem chega. Quem abre o direct depois de ver R$ 320 na tela já aceitou R$ 320. A conversa começa em "tem na cor vinho?" em vez de "faz por 200?".
Você para de negociar sozinha. Preço escrito é preço. Preço no direct é convite pra proposta.
O contra-argumento honesto: se o seu produto é sob medida e o preço varia de R$ 400 a R$ 3.000, você não tem um preço, tem uma faixa. Escreva a faixa. "Bolos de casamento a partir de R$ 480, valor final depende do número de fatias e do acabamento." Faixa é informação. "Consulte" não é.
O Instagram passou a aceitar mais de um link na bio. Confira o que a sua versão do app oferece hoje, porque isso muda com frequência e não vale a pena decidir com base no que estava valendo ano passado.
Independente de quantos couberem, use um. Um link que leva à loja.
O raciocínio: cada link adicional é uma decisão que o comprador precisa tomar antes de comprar, e decisão é onde as pessoas travam. Se você tem mesmo dois destinos legítimos, uma loja e uma agenda de atendimento, por exemplo, coloque os dois e nada mais. Nunca sete.
O sticker de link nos stories é diferente e vale usar sempre. Ele leva direto ao produto que está no story, o que corta o passo de procurar o item na página. Se você posta um story do brinco de R$ 89, o sticker vai pro brinco de R$ 89, não pra home.
Camila vende semijoias no Batel. Brinco de R$ 89, colar de R$ 129, kit de R$ 189. Uns 3.100 seguidores, quase todos de Curitiba e região metropolitana.
O link da bio dela apontava pra um agregador com seis botões. Ela recebia uns 90 cliques por semana e fechava umas 4 vendas.
O que ela mudou:
Trocou o agregador por uma página de catálogo. Foto, nome, preço, botão. Nada mais.
Reordenou. O brinco de R$ 89 subiu pro topo porque era 60% do faturamento. O kit de R$ 189, que ela adorava, desceu pro terceiro lugar. Doeu e funcionou.
Escreveu a linha de entrega. "Curitiba e região: entrega em 24h por motoboy, R$ 15. Resto do Brasil: envio em até 2 dias úteis." Duas frases que eliminaram a pergunta mais comum do direct dela.
Colocou a chave Pix nas instruções de pagamento e passou a conferir o extrato duas vezes ao dia.
Seis semanas depois: os mesmos 90 e poucos cliques por semana, e de 9 a 11 vendas. Ela não ganhou audiência. Ela parou de perder gente que já tinha chegado.
O detalhe que ela levou um tempo pra sacar: as fotos que funcionavam no feed não funcionavam no catálogo. No feed, a foto lifestyle, com a modelo de perfil e o brinco meio fora de foco, dava mais curtida. Na página de produto, essa mesma foto fazia a pessoa não entender o que estava comprando. Ela trocou por foto do produto sozinho em fundo claro e manteve a lifestyle como segunda imagem. As curtidas do feed continuaram vindo da foto bonita e as vendas passaram a vir da foto útil. Como tirar as duas com o celular está em fotografar produtos com o celular.
Um e-mail sobre preços, fotografias, entregas e receber o dinheiro. Sem publicidade e sem enchimento.
A descrição do produto tem um trabalho só: eliminar a objeção que faria a pessoa mandar mensagem em vez de comprar.
Para cada produto, responda:
Quatro linhas. Não é copy, é remoção de dúvida. A copy criativa você usa na legenda do reel, onde ela serve pra alguma coisa.
Teste no celular, com dados móveis, longe do wi-fi de casa. É assim que a maioria das pessoas vai abrir.
Uma página que demora seis segundos pra mostrar alguma coisa perde uma parte grande de quem tocou no link, e você nunca vai ver essas pessoas em lugar nenhum: elas não chegaram a existir como visita. O culpado quase sempre é foto pesada. Uma imagem de 8 MB direto da câmera é um problema de venda, não de estética.
Duas providências: reduza a foto antes de subir, para algo em torno de 1.500 px no lado maior, e não coloque doze imagens no mesmo produto. Três a cinco bastam, e a primeira é a que precisa carregar antes de todas.
Não redesenhe a página inteira toda semana. Mude uma coisa e espere.
O que vale medir, mesmo de forma tosca:
Duas semanas por mudança é um intervalo honesto pra loja pequena. Menos que isso e você está lendo ruído.
Um produto com quatro avaliações de gente com nome vende mais que o mesmo produto com um texto melhor. Isso é especialmente verdade em compra de desconhecido, que é o caso do link da bio.
O Sailo tem avaliação em todos os planos, incluindo o gratuito. O comprador deixa nome, nota de 1 a 5 estrelas e um texto opcional. E nada aparece na página até você aprovar: a avaliação entra como não aprovada e fica esperando na página de moderação. Isso é bom pra evitar spam e é ruim se você esquecer de olhar, porque avaliação parada não vende nada.
A parte que exige trabalho seu: pedir. Ninguém avalia sozinho. Mande uma mensagem três dias depois da entrega, quando a pessoa já usou. Uma linha, sem link encurtado, sem "sua opinião é muito importante".
O endereço é sailo.store/seunome e ele existe no minuto em que você cria a conta. É esse link que vai na bio.
No plano gratuito você tem 10 produtos, 7 dias de histórico de analytics, e os canais de pedido manuais. Vinte produtos é bastante pra quem está montando a primeira página e é apertado se você vende variação como item separado. O plano Pro (US$ 19 por mês ou US$ 180 por ano) sobe pra 100 produtos, um ano de analytics, exportação em CSV e tira o selo do Sailo da página.
Os canais de pedido e pagamento disponíveis são cartão, WhatsApp, Telegram, Instagram, e-mail, telefone, transferência bancária e pagamento na entrega. Essa é a lista inteira, e Pix não está nela. Quem vende no Brasil normalmente usa a opção de transferência bancária e escreve a chave Pix no campo de instruções, que é texto livre. O comprador lê, paga pelo banco dele, avisa, e você confere no seu extrato. Funciona, e é uma solução manual: o Sailo não vê o Pix cair e não dá baixa sozinho. O detalhe de como montar isso sem virar bagunça está em como receber por Pix vendendo online.
E o botão de cartão tem um limite que importa aqui. Ele funciona sobre o Stripe, que atende o Brasil, verifiquei em stripe.com/global em agosto de 2026, mas exige uma conta Stripe aprovada para cobranças. O limite de verdade é outro: parcelamento não é um recurso do Sailo. Quem parcela é o cartão do comprador e o banco dele, não a sua página. Se a sua ideia de "link que vende" incluía controlar parcelas ali dentro, essa parte não existe, e é melhor saber antes de pagar.
A capa é o logo. O logo não vende nada. Coloque produto.
"Clique aqui pra ver os valores". Esse é o toque que você está tentando eliminar.
Produto sem foto própria. Foto de fornecedor, com marca d'água ou fundo de outro estúdio, denuncia revenda e derruba o preço que você consegue cobrar.
Nenhuma menção a prazo. "Quanto tempo demora" é a segunda pergunta mais comum do Brasil, atrás de "faz em quantas vezes". Responda as duas na página.
Link quebrado no celular. Teste em 4G, não no wi-fi de casa. Um link que demora seis segundos pra abrir perde metade das pessoas antes de renderizar.
Abra a sua bio agora, no celular, e cronometre cinco segundos.
Se você não conseguiu responder o que vende, quanto custa e como se pede, faça uma coisa só hoje: pegue o seu produto mais vendido e coloque foto, nome e preço no topo da página pra onde o link aponta. Deixe o resto pra amanhã.
Depois disso, o próximo gargalo costuma ser o WhatsApp, e como cobrar pelo WhatsApp tem os scripts. Se o link ainda não recebe visita nenhuma, o problema é anterior e está em como conseguir os primeiros pedidos. E o mapa completo de onde cada peça encaixa está em como vender no Instagram sem site.
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O Sailo só lhe dá uma porta de entrada — para que possam ver, comparar e saber os preços antes de te escreverem.
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